IA e Claude Code¶
Como a X-Adm usa IA no trabalho com os repositórios e a documentação. A norma está na constituição §6; esta página é o detalhe operacional: o que é o Claude Code, as regras que a IA segue aqui, as skills disponibilizadas pela plataforma e como instalar tudo num repo.
O que é o Claude Code¶
O Claude Code é o assistente de
programação da Anthropic: roda no terminal (ou na IDE), lê o repositório,
executa comandos e segue as instruções do arquivo CLAUDE.md na raiz do
repo. Na X-Adm ele é usado para escrever e migrar documentação, fazer
releases e manter os repos aderentes ao padrão da plataforma — sempre sob as
regras abaixo.
Regras de governança¶
Todo repo que usa Claude Code (ou outra IA) abre o seu CLAUDE.md com o
bloco canônico de regras (templates/claude-regras.md):
- A IA não decide sozinha. Havendo ambiguidade ou mais de um caminho possível, ela apresenta as opções com uma recomendação e confirma com o usuário antes de implementar. Decisão às cegas é a forma mais rápida de divergir do padrão.
- A IA não faz commit nem push sozinha. Nunca. Única exceção: a skill
/xadm-release, que é um comando explícito de commit + tag + push. Fora isso, a IA pode sugerir o commit e a mensagem — quem executa é o usuário. Isso inclui skills de execução que commitam por padrão (ex. ACTact-workflow-work): invoque-as sempre com a flag de não-commitar (--do-not-commitou equivalente).
E uma restrição de segurança que não está em template porque não admite exceção: fonte ZIM do ERP nunca é lido nem enviado para IA externa — veto explícito da direção. A IA trabalha livremente em documentação, templates, CI e infraestrutura; em repos de aplicação Java/Flutter, só com autorização da direção para aquele repo.
Skills disponibilizadas¶
Skill é um comando (/nome) que o usuário invoca dentro do Claude Code para
executar um fluxo padronizado. As skills da plataforma vivem como templates
no repo central e são copiadas para .claude/skills/<nome>/SKILL.md em cada
repo de aplicação — se o fluxo mudar, muda primeiro o template no central e
as cópias se re-derivam na migração oportunista.
Fluxo de trabalho X-Adm (modelado no ACT 1.0, fine-tune da casa): desenhar → definir →
refinar → planejar → implementar → documentar. As skills de workflow são stack-aware —
detectam a stack (app.json/repo) e seguem a base de conhecimento da casa daquela stack
(a página de Engenharia: java-micronaut, flutter, java...);
as x-* carregam ainda references/<stack>.md com os concerns por estágio. O x-documentar
realimenta essa base (loop §6). x-implementar não commita (REGRA Nº 2); commit é do
dev / /xadm-release.
| Skill | O que faz | Template canônico |
|---|---|---|
/x-desenhar |
Entrevista a feature e grava o prompt (.ia/NNN-*-prompt.md) com o rastro L# |
templates/x-desenhar/ |
/x-definir |
Escreve a spec (.ia/NNN-*-spec.md) referenciando os L#, no idioma da stack |
templates/x-definir/ |
/x-refinar |
Revisão adversarial da spec (7 dimensões, inclui over-engineering) | templates/x-refinar/ |
/x-planejar |
Plano de fases → tarefas (.ia/NNN-*-plan.md), verify = gate da stack |
templates/x-planejar/ |
/x-implementar |
Executa o plano fase/tarefa a tarefa (não commita; destila o andaime) | templates/x-implementar/ |
/x-documentar |
Destila a sessão p/ docs/ + audita lacuna de doc/teste, refina a base (§6) |
templates/x-documentar/ |
/xadm-meta-audit-work |
Audita um run da /x-implementar (confere não-commit, gate, fechamento) |
templates/xadm-meta-audit-work-skill.md |
/xadm-release |
Release do app no contrato do padrão | templates/xadm-release-skill.md |
/xadm-docs |
Confere e migra a doc/skills do repo vs constituição | templates/xadm-docs-skill.md |
/xadm-setup |
Configura as funcionalidades da Central de Apps (provisiona e grava no app.json) |
templates/xadm-setup-skill.md |
/xadm-docx (opcional) |
Exporta pré-projeto/livro para .docx no padrão X-Adm |
templates/xadm-docx-skill.md |
Fluxo recomendado de desenvolvimento auxiliado por IA¶
O caminho padrão da casa para uma feature não-trivial — andaime em .ia/ (§1.9),
um passo de cada vez, com pontos de revisão humana:
- Avaliar
.ia/— ver o que já existe (specs/planos abertos, numeração). - Escrever a definição em
.ia/NNN-descricao-prompt.md— o pedido em prosa, o insumo do qual a spec nasce.NNNé o id da linhagem (a feature), não uma sequência global de arquivos: os estágios de uma mesma linha —-prompt,-spec,-plan— compartilham o mesmoNNNe o mesmo slug, mudando só o sufixo. Uma feature nova recebe o próximoNNNe slug próprio. Ex.:001-definicao-prompt→001-definicao-spec→001-definicao-plan; depois002-exportar-projeto-docx-prompt. Segredo não entra no.ia/(é versionado): se o pedido tem credencial, troque por placeholder (<TOKEN>,${VAR}) e aponte onde o valor real vive — vazou, rotacione (constituição §1.9). /x-desenharentrevista e grava a definição.ia/NNN-*-prompt.md(o passo 2 pode ser feito por ela, ou à mão)./x-definir→ gera.ia/NNN-*-spec.mdreferenciando os L#.- Avaliar a spec; se algo está torto, corrigir o prompt (volta ao passo 2/
/x-desenhar) e re-rodar — é mais barato ajustar o pedido que remendar a spec. /x-refinar(revisão adversarial) → aplicar os achados.- Avaliar; ajustar a spec se necessário.
/x-planejar→ gera.ia/NNN-*-plan.mdde fases → tarefas (Fase 1 costuma de-riscar)./x-implementarfase/tarefa a tarefa (--single-phase/--single-task) — não pular o gate. Ao concluir o plano, NÃO entrega o commit — aponta pro/x-documentar(o ciclo fecha lá)./x-documentarfecha o ciclo → revisão geral + destila o durável p/docs/+ audita lacuna de doc e de teste (§6) + apaga o andaime + entrega a mensagem de commit do ciclo.
Regra da IA ao executar (/x-implementar): conforme roda cada fase, atualiza o
plan.md — marca os checkbox do que executou, quando, o que ficou faltando e
por quê, e o que é decisão ou operação humana (release, deploy, validação visual,
infra). O plano vira o retrato vivo do andamento; o humano revê nos pontos marcados.
/xadm-release¶
Executa uma release inteira no contrato de
versionamento, sem esquecer passo: lista os commits
desde a última tag, sugere o bump SemVer (Conventional Commits), atualiza o
manifesto da stack (gradle.properties, pubspec.yaml, package.json ou
VERSION), monta a entrada do CHANGELOG.md (Keep a Changelog, pt-BR),
faz o commit chore(release): vX.Y.Z, a tag anotada vX.Y.Z e o push —
confirmando cada decisão com o usuário ao longo do fluxo. É a única
situação em que a IA commita e pusha.
/xadm-docs¶
Compara a versão-base da constituição registrada no docs/app.json do repo
(campo constituicao:) com a vigente publicada neste site
(/toolchain/constituicao-versao.txt). Se houver defasagem, baixa o texto
vigente, lista objetivamente o que está em desacordo (estrutura de pastas,
frontmatter, nomenclatura legada, convenções) e migra só com aprovação do
usuário, atualizando o campo no app.json e o CLAUDE.md juntos.
Hook de sessão (não é skill, mas acompanha)¶
O .claude/checa-constituicao.sh é um hook SessionStart: ao abrir o
Claude Code no repo, compara a versão-base com a vigente e, se estiver
defasada, avisa e sugere rodar /xadm-docs. Sem rede ou sem app.json,
fica em silêncio — nunca trava a sessão.
Como adotar num repo¶
- Cole o bloco de regras de IA no
topo do
CLAUDE.mddo repo. - Copie todas as skills do conjunto core — a lista mecânica é o
manifesto.jsonmenos asopcionais(as 6x-*de workflow +xadm-meta-audit-work,xadm-docs,xadm-release,xadm-setup). Não pare em docs+release (erro real de bootstrap) — o passo a passo com as adaptações por skill está no checklist de app novo. - Copie o hook de constituição
para
.claude/checa-constituicao.she registre-o no.claude/settings.json(snippet no cabeçalho do script). - Registre a versão-base no
docs/app.json(campoconstituicao:) e repita a informação noCLAUDE.md.
O checklist de app novo cobre esses passos junto com o restante da adoção do padrão.
Otimização de custo de tokens¶
A disciplina de tokens do agente tem página própria de engenharia com o detalhe e a receita por stack: Trabalho com agentes de IA. O essencial:
- Input frugal — ferramentas nativas de arquivo/busca em vez de
cat/sed/grepcom pipe jogando texto no contexto; reporter de teste enxuto (verboso só sob falha); e o rtk, proxy que resume a saída de CLI antes do contexto — recomendado da casa, com install/config e regras por stack em Ferramentas de token (rtk). - Output terso + carve-out (recomendado, via hook
SessionStartdo repo) — estilo terso corta ~65–75% dos tokens de output; o carve-out verbatim protege os deliverables da casa (mensagem de commit, linha §6, código, tabelas de dado,.ia/) da compressão.
Comportamento do agente: aplique o estilo terso por default, sem sacrificar clareza — prosa normal em avisos de segurança, ações irreversíveis ou quando o usuário está confuso. O rtk é install de máquina de dev (global, não por-repo): quando presente, use-o certo (comando bare, o pipe fura o hook); ausente, o agente pode oferecer e guiar o setup (REGRA Nº 1: oferecer, não impor), nunca assumir que o dev o tem.
Quando a IA encontra brecha no padrão¶
A regra da constituição §6 vale dobrado com IA: ambiguidade ou lacuna no
padrão não se contorna localmente. Peça ao Claude do repo um texto
descrevendo o problema e cole-o numa sessão do Claude Code no repo central
documentacao — é esse loop que evolui a constituição e os templates para
todos.